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Impressões, lembranças, comentários sinceros e nenhuma intenção de ser um crítico. Música, futebol, cotidiano, Curitiba.. Aqui você vai ver comentários, críticas, elogios, tudo no meu ponto de vista, que tá longe de ser o mais certo. Você pode encontrar de quase tudo nesse cantinho. E vale discordar, elogiar, sugerir, zoar com o editor, criticar, dizer que é do balacobaco, fiquem à vontade!
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Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Às 10:45 PM
Beatles no Açougue Disco-Tributo é que nem o time do Corinthians, botar um monte de bons jogadores juntos não é garantia de espetáculo em todos os jogos. Hoje em dia com a Internet e ferramentas como Pro-tools e MP3 é fácil pegar 50 caras tocando, cada um num canto, aí eles mandam por e-mail o que gravaram para uma pessoa mixar e voíla, tá feita a música, e com isso às vezes sobra firula e falta coesão, mas é claro que de vez em quando dá certo.
Esse disco, Butchering The Beatles: A Headbashing Tribute é um belo exemplo, pois pegaram trocentas feras do meio do Heavy Metal e Hard Rock para fazer versões pesadas para algumas músicas dos quatro de Liverpool. Não sei se foi um tributo realmente ou um belo caça-níquel, mas a turma é boa, tem músicos do Motörhead, Guns n' Roses, Kiss, Queensrÿche, Dio, Ozzy Osbourne, Def Leppard, ZZ Top, Whitesnake, Anthrax, Alice in Chains, Eric Clapton, Toto, AC/DC, Winger, Journey... São ao todo 54(!) músicos, mas o resultado é mai-o-meno. Ao passo que tem Alice Cooper transformando Hey Bulldog numa música com a cara dele, tem Lucy in the Sky with Diamond (com o grande Geoff Tate no vocal) igualzinha ao original. Pô, cover dos Beatles é batido demais! Tem o Lemmy mandando ver em Back in the USSR, mas o Tim Owens (ex-Judas Priest) cantando Hey Jude ficou meio esquisito e sem graça, pois ele se segura o tempo todo. Ainda vale destacar o Billy Idol cantando Tomorrow Never Knows com personalidade e a bizarra Taxman, com o Doug Pinnick do King's X, que no refrão mais parece aquela musiquinha do seriado do Batman. No geral, nota 6,5, e olhe lá. Maestro Zezinho, três notas: 1) Pagaram o salário no Flamengo! Pode ser, eu disse pode ser, que ganhe no sábado. 2) Tô quase acabando o livro, que continua doido, mas melhorou agora no final. 3) Essa semana é minha última em RH. Pelo jeito vai ser longa... Maestro Zezinho, uma nota... ou então um comentário:
Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Às 9:43 PM
Momento Tio Coruja: É O DANIEL!!!!!!!!! Eu não podia perder! Esse é o Daniel, meu sobrinho lindo que nasceu ontem, às 22:13, com 49cm e 3,2kg: E esse é meu brother, babão, lambendo a cria (foto tirada pela minha irmã, que "invadiu" o berçário): Estão todos ótimos, felizes e bem. Que Deus abençoe e proteja Daniel, Sheyla e meu Irmão, muita saúde e muita paz na vida deles! Maestro Zezinho, uma nota... ou então um comentário:
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Às 11:33 PM
Muitos sons diferentes... Promessa é dívida. Nos últimos tempos escutei muita coisa nova e algumas coisas antigas bastante interessantes. Eu vou escrever muito, se tiverem saco de ler... Threshold (Hammerfall) - Um álbum no mesmo estilo dos anteriores, pesado, com coros, brados ao verdadeiro metal, músicas épicas, falando de guerreiros, espadas, martelos et coetera. Nada muito original nem muito novo em se tratando da turma de Joacim Cans. É verdade que eles colocaram pouco mais de velocidade em algumas músicas, como em Natural High (a melhor da bolacha) e na instrumental Reign of the Hammer. Há alguns anos atrás eu acharia o máximo mas hoje em dia me empolga meia boca. Continuum (John Mayer) - Ainda não consegui definir direito o estilo desse guitarrista pop mas com um jeito folk. Ele apareceu a vera com o bom disco a-la-Globo-FM "Room for Squares" e a música Your Body is a Wonderland, e logo depois veio com um disco mais rock n' roll, "Heavier Things", que tem a sensacional Bigger than my Body, uma das minhas trilhas favoritas para correr. Estava com uma boa expectativa para esse álbum, mas ele veio bem mais intimista que eu imaginava, abusando dos violões e das baladas. É Easy Listening total, gostoso de ouvir, sem contra indicações, serve direitinho como trilha sonora de viagem para Petrópolis. Destaques para as belas Vultures e Belief. 7 (Talisman) - Eu já falei do Jeff Scott Soto por aqui, e acho que ainda vou falar outras vezes, porque o cara canta muito e participa de umas bandas muito boas, como o Journey, que ele acabou de entrar, e esse Talisman, um projeto com o baixista Marcelo Jacobs. E que discão! É hard rock moderno, com mais peso, cheio de groove, com refrões pra lá de grudentos como antigamente mas sem a apelação dos anos 80, instrumental e produção acima de qualquer suspeita. Falling, Nowhere Fast, Rhyme or Reason, On my way... são muitos destaques, mas a melhor de todas é End of the Line, com um baixão marcado, refrão maneiro, vocal funkeado, sensacional! Irish Tour '74 (Rory Gallagher) - Sempre ouvi falar muito desse guitarrista irlandês que morreu cedo muito doente mas que era meio desconhecido para mim, então vi numa revista uma referência a esse álbum, e agora entendo porque tanta reverência. Não vi o show, mas você sente a energia do Gallagher e o quanto ele deve surtar no palco, além do que ele toca para caceta e tem um vocal rasgado que combina demais com as músicas, todas com um pé, ou até dois, no blues. O disco tem um clima único, sem grandes destaques individuais, mas eu me amarrei na virtuosa Tatoo'd Lady e no emblemático blues Too Much Alcohol. Ainda nem cheguei na metade, ainda tem Angra, Rhapsody of Fire, Sunstorm, Foo Fighters, Beatles desconstruído, Leverage... eu escrevo outro dia, senão isso aqui vai parecer mais um link da Rock Brigade que meu blog. ... E um livro mais diferente ainda! Depois que acabei de ler "O Último Magnata", comprei um livro que me chamou a atenção chamado "Os Filhos de Anansi", do Neil Gaiman, ídolo de 9 entre 10 fãs de graphic novels pela série "Sandman", que eu nunca li diga-se de passagem. A premissa parecia interessante: um loser vai ao enterro do pai que ele perdeu contato e nunca gostou e descobre que o figura na verdade era um Deus na Terra, e que além disso tem um irmão. Legal, o livro começa bem, mas quando aparece o tal irmão o livro vira uma viagem só! Gaiman parece ser um desses malucos de plantão, abusa do direito de inventar sonhos, contar histórias, misturar deuses egípcios (o tal Anansi é o Deus-Aranha) com vudu caribenho, e se você não estiver no clima incomoda. Eu estou tentando voltar a ler, mas só de pensar na última doideira que eu li me assusta. Por outro lado, eu quero ver só onde esse zaralho vai parar... depois eu conto minha impressão final. Maestro Zezinho, uma nota... ou então um comentário:
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
Às 3:27 PM
A volta dos que não foram É, não tem jeito, eu não consigo atualizar o blog com a freqüência que eu gostaria. Os dias são intensos, as viagens são freqüentes e a inspiração é pouca. Eu gosto do meu espaço virtual, mesmo que ninguém leia, e por isso me sinto mal em deixá-lo a esmo de vez em quando. Mas eu não me esqueço. O título aí em cima parece meio sem sentido, mas eu explico. A partir de 01/12 deixo RH e volto para minha formação acadêmica, ao departamento de Informática, para ocupar um cargo de supervisão de um pequeno grupo regional. É uma volta sim às minhas origens, mas é uma área na qual eu nunca trabalhei na minha empresa. Costumo dizer que, no mercado de trabalho, sou um analista de sistemas falido, pois há anos que me vejo às voltas com férias, folha de pagamento, controles, políticas, recrutamentos, expatriados, benefícios e outros temas que rodeiam a carreira de uma pessoa que trabalha em Recursos Humanos, sem ter me atualizado no que diz respeito à parte técnica da Informática. Sempre usei os sistemas, os bancos de dados e as planilhas como ferramentas que facilitaram e muito meu trabalho em RH, mas agora volto ao âmago de um departamento de TI, a área de desenvolvimento e suporte a aplicações. Se eu estou feliz? Sim, estou muito feliz, pois eu sou fissurado em sistemas e principalmente no quanto eles podem facilitar a vida das pessoas. Essa mudança tem desvantagens como tudo na vida, como por exemplo as viagens a trabalho ao Rio que não existirão mais, mas ter a oportunidade depois de 10 anos em mudar de ares é sempre revigorante na carreira de qualquer profissional. Deixo RH com a sensação do dever cumprido, de ter feito grandes amigos e de ter dado o valor devido a esse departamento que as pessoas insistem erradamente em chamar de DP. Tem muita coisa pra melhorar ainda, é claro, mas eu confio na galera que fica, e espero que eles sintam metade da falta da convivência do dia-a-dia que eu vou sentir. Maestro Zezinho, três notas: 1) Música, cinema e livro nos próximos posts. 2) Daniel, estamos te esperando!!!! 3) Livre do rebaixamento há quatro rodadas do final. Feliz 2007! Maestro Zezinho, uma nota... ou então um comentário:
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